26 de abril de 2009

Expansão territorial

Riquezas minerais ampliam limites do Brasil
Renato Cancian*


Diversos fatores contribuíram para o modo como o território brasileiro do período colonial foi sendo ocupado, povoado e, posteriormente, ampliado. Até o fim do século 16, os portugueses pouco conheciam as características das terras do interior da colônia.

Mesmo depois do início do processo de colonização, com a criação das capitanias hereditárias, entre 1534 e 1536, e com o estabelecimento do Governo Geral, em 1549; as terras do interior ainda tinham sido pouco exploradas.

A colonização do território brasileiro seguiu inicialmente um padrão típico de ocupação e povoamento das regiões litorâneas. Ocupar e povoar o litoral era um fator estratégico para a consolidação da posse de Portugal sobre as novas terras, afastando-se assim o risco de incursões e invasões estrangeiras por mar.

Fixação litorânea
Não foi por acaso que o primeiro governador-geral, Tomé de Souza, instalou a sede do governo na Bahia, fundando a cidade de Salvador. Trata-se de uma localização litorânea estratégica que, além de ser o ponto geográfico mais próximo de Portugal, fica a igual distância das regiões norte e sul do Brasil. Isso permitia que se atingisse os dois extremos do território da forma mais rápida, navegando pelo Atlântico.

A longa travessia do oceano para se chegar ao Brasil impôs enormes limitações e entraves para a ocupação e povoamento do interior. A existência de densas florestas e as características geográficas tornavam difíceis o transporte por terra e, por conseguinte, a exploração rotineira do interior brasileiro.

Quando foi iniciada a montagem da produção açucareira, a partir da segunda metade do século 16, os engenhos também se fixaram ao longo das regiões litorâneas, onde havia terras férteis, propícias ao cultivo da cana-de-açúcar, mas também pelas facilidades do carregamento do produto até as embarcações que aportavam e transportavam o açúcar para os mercados consumidores europeus.

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* Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais, é autor do livro "Comissão Justiça e Paz de São Paulo: Gênese e Atuação Política -1972-1985" (Edufscar).

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