16 de fevereiro de 2014
23 de outubro de 2013
PAS - 2013 - Obras de Filosofia
Biblioteca "Castro Alves" do Colégio Estadual Desembargador Dilermando Meireles - Ceddim: PAS - 2013 - Obras de Filosofia: Para alunos que vão prestar o vestibular seriado da UnB (PAS) este ano, são as seguintes as obras de Filosofia: Descartes -...
14 de outubro de 2013
20 de setembro de 2013
A história como Re-presentação da experiência passada.
Nadir
Costa
A
História como re-representação da experiência passada”, in
Patrick Gardiner, Teorias
da História,
4ª ed., Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian,
Segundo o autor, o historiador estabelece o exterior e o interior de
um acontecimento, investigando as ações de um acontecimento numa
descoberta do exterior se imaginando dentro dessas ações.
Representando o passado criticando e corrigindo erros quando houver.
Se interessando pelos costumes sociais que os homens criam pelo
pensamento.
Para compreender a História o historiador parte do fato de que o
passado não é um dado que ele possa apreender empiricamente pela
percepção, visto que o único conhecimento do passado que lhe é
possível é dedutivo ou indireto, nunca empírico, e a mediação
não pode realizar-se por testemunha. Pois essa mediação forneceria
quando muito uma crença infundada e improvável. Além do mais sua
atitude é criticá-las e não acreditar nelas. Quando um homem pensa
historicamente, tem diante de si certos documentos ou relíquias do
passado, sua incumbência é descobrir que passado é esse que deixou
tais relíquias, e o que essa pessoa queria que elas significasse.
Para descobrir esse pensamento o historiador deve pensá-lo de novo
ele mesmo. Para Collingwwod, o historiador numa primeira
interpretação tratará apenas de cópias de pensamentos passados e
não dos próprios pensamentos passados, ou ainda de que ele nunca
pode repensar pensamentos passados, posto que o ato de pensar
representa experiência individual e nenhuma experiência é
rigorosamente igual a outra.
A história não pode existir daquilo que não é experiência, nem
pode haver, história da natureza. A natureza contém processos, está
submetida a eles. Ainda que a única condição que tornaria possível
uma história da natureza seria se os fenômenos da natureza fossem
ações praticadas por algum ou alguns seres pensantes. O autor cita
ainda que não pode existir história de nada que não seja
pensamento. O historiador procura dominar a história de um
pensamento em que não pode penetrar pessoalmente, acontecerá que em
vez de escrever a sua historia, se limitará a repetir os relatos que
registram os fatos externos de sua evolução. O conhecimento objeto
tem, pois, como verdadeiro objeto o pensamento, não coisas sobre que
se pensou, mas o próprio ato de pensar.
Para que qualquer ato de pensamento se torne objeto da história, é
preciso que ele seja um ato não só de pensamento, mas também de
pensamento refletivo. Um ato é algo mais do que um mero fenômeno
individual; é algo que tem um caráter universal. As características
destes atos é que eles sejam praticados, segundo a expressão
corrente, de propósito; que exista, como fundamento, um propósito
sobre o qual se erga toda a estrutura do ato e com o qual esteja de
acordo. Toda ação propositada tem de ser ação prática, conceber
o propósito, e depois, levá-lo a cabo, o que é uma atividade
prática que sobrevêm a teoria. O que vem a ser um erro, pois tem
influenciado a teoria e a prática da historiografia levando muita
gente a pensar que o único objeto possível da história é a vida
prática dos homens. Não é verdade que uma pessoa interessada em
pensamento teorético esteja agindo sem um propósito, uma vez que a
diferença entre conceber e realizar um propósito não ficou
corretamente definida quando se disse que era a diferença entre um
ato teorético e um prático.
O cientista, o historiador e o filósofo avançam não menos do que o
homem prático, nas suas atividades de acordo com planos pensando
intencionalmente, alcançando resultados planejados conforme
critérios originados dos próprios planos, e que o historiador seja
capaz de o interpretar, ou seja, de re-presentar no seu próprio
espírito o pensamento que é objeto do seu estudo, considerando o
problema, e reconstruindo os degraus através dos quais se foi
tentado a sua solução.
O engenho colonial.
Nadir Costa
Teixeira em seu livro O Engenho Colonial, relata o dia-a-dia da
sociedade canavieira na época colonial, ele cita a importância do
nascimento de descendente varão do senhor e que isso era motivo de
festa. O autor enfatiza o poder do senhor em relação aos seus
familiares, escravos e os agregados da propriedade.
No livro de Arruda; o senhor de Engenho era a pessoa que detinha o
maior poder dentro da família e da sociedade brasileira daquela
época. De forma idêntica; Maria Cristina Giovani diz em seu livro:
“ os senhores de engenhos eram os mais importantes e influentes
proprietários de terra, tinham grande poder econômico, social e
político, eram temidos. Todas as pessoas que viviam em suas
propriedades estavam sob seu domínio e deviam obedecê-lo, tinham
poder de vida e morte sobre seus escravos, trabalhadores livres e
seus familiares.
O autor cita que o trabalho dos escravos era duro e eram
constantemente vigiados pelos feitores e a qualquer deslize era
castigado a chicotadas, e se cometessem alguma falha ou fugissem eram
levados ao tronco e o castigo era visto por todos os que estivessem
na propriedade.
Piletti diz: “ que os escravos começavam a trabalhas ao raiar do
dia e só paravam ao escurecer. Quase não tinham descanso. Nos
engenhos as condições de trabalho eram extremamente duro, tanto nos
canaviais quanto nas moendas e nas caldeira”.
Tanto Piletti quanto Teixeira concordam em relação a alimentação
dos escravos; que eram insuficientes e de péssima qualidade, e que
eles aproveitavam as sobras das comida dos senhores, principalmente
nos dias de festa.
Quando havia festas as mulheres vestiam suas melhores roupas, os
escravos eram também vestidos para acompanhar seus donos ,
principalmente quando a festa era em outra propriedade.
Ao se comparar o autor com outros autores de livros didáticos
percebe-se que na maioria deles há uma certa semelhança dos fatos,
apesar de que os livros didáticos trazem os conteúdos muito
resumido, levando o leitor a ter que examinar várias obras para
completar o entendimento.
Os manuais erram pela omissão, redução e simplificação ao não
considerar todo o processo histórico em curso no continente. Sobre
a escravidão no Brasil, o exemplo mais claro disso é a forma como o
negro é tratado nos livros didáticos, mesmo os mais politicamente
corretos, acabam tratando o negro como objeto. “ A maioria das
figuras nos livros, mostram sempre o negro apanhando, em uma situação
constrangedora em relação ao branco”. Ignoram os casos de
ascensão social de negros. Há registro de negros que se tornaram
livres e compravam escravos.
Teixeira
Jr., Luiz Alexandre: O Engenho Colonial. O Cotidiano da
História. Editora Ática.
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