5 de março de 2010

Escravidão ontem, escravidão hoje

Por que os colonizadores utilizaram o trabalho escravo na colônia americana?
Por que eles escravizaram povos africanos?

- Porque o cultivo da cana-de-açúcar em grandes propriedades e com a produção voltada para a exportação, necessitava de um grande número de trabalhadores;
- Porque os africanos, muitas vezes eram associados aos muçulmanos, deveriam ser trazidos à América para purgarem seus pecados;
- Principalmente porque o comércio de homens e mulheres africanos realizado pelos europeus era extremamente lucrativo, o que justificava a opção mais consistente pela escravidão africana em detrimento à escravidão indígena (que também existiu);


O tráfico de africanos

Uma boa fonte de lucro para navegadores e comerciantes.
Na África conseguiam negros para escravizar através de:
- Caçadas: entravam nas aldeias, perseguiam e prendiam seus habitantes.
- Negociação com os chefes das aldeias que vendiam membros de seu grupo em troca de tecidos, armas, jóias, tabaco, algodão, aguardente, etc.
- Provocação de guerras entre os diferentes povos para depois comprar os prisioneiros;


Rotas do tráfico




Cerca de 1/3 dos negros morria durante uma travessia de dois meses e meio a 3 meses





Interior de um Navio Negreiro. No centro, um negro pede água ou comida.




Castigos físicos

Açoite público no tronco. Os delitos considerados graves eram punidos com o chicote; para as faltas menores usava-se a palmatória.







Uma das formas de resistência eram as fugas. Os senhores - no século XIX - publicavam nos jornais anúncios de fugas e prometiam recompensas para quem encontrasse os 'fujões'.




Existe escravidão no Brasil de hoje?

Hoje a diferença é que essa escravidão independe de cor. O que eles têm em comum é a pobreza, que os submete a regimes de “trabalho escravo contemporâneo”, regimes estes que roubam não somente a liberdade, como a saúde destas pessoas, pois mal se alimentam e são expostas a trabalhos noturnos, perigosos, insalubres e o que é ainda pior, sem descanso.




Mesmo 120 anos depois da abolição da escravidão no Brasil, ainda há muitos casos de trabalho escravo.Os casos mais conhecidos são na Amazônia e as atividades que mais escravizam hoje são a carvoaria, a fruticultura e as plantações de cana de açúcar.

A herança de Judeus e muçulmanos

A herança também é genética

Judeus e muçulmanos, expulsos da Península Ibérica
no século XV, deixaram um rico legado arquitetônico
e cultural. A influência também está marcada no DNA: um
em cada três portugueses e espanhóis descende de judeus



(Alhambra, arquitetura mourisca, em Granada, e, à direita, a expulsão dos judeus)


A curiosidade em relação aos antepassados é um componente da natureza humana. Para reconstruir a história, conta-se tradicionalmente com documentos, testemunhos e artefatos arqueológicos. Agora, uma nova ferramenta está à disposição dos estudiosos: a pesquisa genética. Ela permitiu comprovar que os ameríndios são originários da região central da Sibéria (...) Um estudo genético divulgado neste mês traz outra revelação inesperada: um terço da população de Espanha e Portugal – países com uma história de fervor católico e intolerância religiosa – tem entre seus ancestrais judeus ou mouros.

Mais de 99% do genoma humano é idêntico em todas as pessoas. Mas cada grupo populacional possui um conjunto de pequenas mutações identificáveis, chamadas marcadores. Estes marcadores podem ser rastreados por meio da análise do cromossomo Y, que passa quase intacto de pai para filho. Fizeram parte do estudo 1 140 portugueses e espanhóis cujos avôs também eram nascidos na Península Ibérica – o que indicava que suas famílias estavam ali desde pelo menos 1900. Esse material foi comparado com os marcadores de muçulmanos do norte da África e de judeus sefarditas de várias nações para medir a sua presença na população ibérica atual. Sefarditas são os descendentes dos judeus expulsos da Espanha e de Portugal no século XV. A conclusão: 20% dos habitantes desses dois países possuem ascendência judaica e 11% têm genes árabes e berberes.

Os muçulmanos invadiram a Península Ibérica em 711 e dominaram boa parte dela por sete séculos. A presença judaica remonta à primeira grande diáspora depois da tomada de Jerusalém pelas legiões romanas, no ano 70. Os judeus consideram como uma era de ouro justamente o início do domínio mouro. Foi um período de florescimento cultural, com destaque para a medicina e a filosofia, e de relativa tolerância religiosa. Apesar das disputas dinásticas e das rixas entre tribos berberes, em raras ocasiões os judeus e os cristãos foram massacrados ou forçados à conversão. Em parte por razões pragmáticas, dizem os historiadores, visto que os "infiéis" pagavam altos impostos.




A convivência foi sepultada em 1492, quando os reis Isabel de Castela e Fernando de Aragão tomaram Granada, o último reduto mouro na península. No mesmo ano, os judeus foram forçados a se converter ou deixar a Espanha. Na época, havia cerca de 400 000 deles no país. Desses, 120 000 fugiram para Portugal. Quatro anos depois, a intolerância religiosa cruzou a fronteira. Para cederem a mão de sua filha Isabel ao monarca português dom Manuel I, os reis da Espanha exigiram a expulsão dos judeus que recusassem a conversão. Até o marquês de Pombal destruir os registros, no século XVIII, os convertidos, chamados de cristãos-novos, permaneceram cidadãos de segunda classe em Portugal e também no Brasil. Percebe-se agora que as conversões ao cristianismo durante a Inquisição parecem ter ocorrido em maior quantidade do que se pensava.

"O que mais nos surpreendeu foi o fato de a influência judaica ser tão maior que a muçulmana, mesmo com séculos de domínio mouro", disse a VEJA o historiador português Jorge Martins, autor do livro Portugal e os Judeus. "Até hoje não há compreensão do real tamanho da contribuição judaica para nossa identidade nacional." Atualmente, essas confissões religiosas compõem menos de 2% da população da península e nem sempre são vistas com bons olhos. No último censo realizado em Portugal, apenas 1 773 pessoas se declararam de religião judaica. Segundo uma pesquisa recente, metade dos espanhóis tem uma visão negativa dos judeus, um dos índices mais altos de toda a Europa. À luz do estudo genético, pode-se dizer que se trata de uma visão distorcida da própria imagem no espelho.

(Fonte: Revista Veja, 24 de dezembro de 2008)

Grécia Antiga

Período Homérico
A Grécia é uma península banhada por três mares: mar Jônico, mar Egeu e mar Mediterrâneo. Tem a leste a Ásia Menor (atual Turquia). O litoral grego é muito recortado, formando portos naturais. Os mares que circundam a Grécia são pontilhados de ilhas e ilhotas famosas pela sua beleza natural.




Era uma região diferente daquelas habitadas pelos povos orientais que viviam em férteis planícies às margens dos grandes rios, ao passo que os gregos que ocupavam uma área muito montanhosa, tinham que trabalhar duramente um solo pobre e pedregoso para conseguir sua agricultura de subsistência.
Devido à pobreza da terra, nas pequenas áreas cultivadas formavam-se agrupamentos humanos (pequenas comunidades) separadas uma das outras por vários acidentes geográficos


Os dórios transformam a Grécia Antiga

A chegada dos dórios no século XII a.C. provocou a desestruturação dos povoados e espaços urbanos da Grécia Antiga, com o enfraquecimento do comércio, o fim do uso da escrita e a fuga da população para regiões distantes. A sociedade da Grécia Antiga passou a apresentar, então, fortes características rurais, caracterizando-se o início do período Homérico, que se estendeu até o século VIII a.C.
A base da organização da sociedade eram as unidades familiares, denominadas genos, cada qual liderada por um patriarca, que desempenhava funções de sacerdote, juiz e chefe militar e cujo poder era transmitido hereditariamente do pai para o filho mais velho.
Os membros de cada genos cultuavam um ancestral comum, em geral considerado descendente dos deuses ou heróis. A terra, os equipamentos e todos os bens produzidos pertenciam à comunidade. A subsistência era garantida por uma produção que envolvia a maior parte dos integrantes dos genos, sob a liderança do patriarca.





O período Homérico recebe este nome devido à grande importância cultural que teve o poeta Homero, ao descrever os acontecimentos da época em suas duas grandes obras: a Ilíada e a Odisséia. O nome "Ilíada" veio da palavra Ilion, que em grego significa Tróia. Temos, assim, a história da Guerra de Tróia. Já o nome "Odisséia" vem da palavra Odisseu que em grego significa Ulisses. Essa obra conta as aventuras de Ulisses, ao voltar à sua terra natal após a eclosão da Guerra de Tróia. É justamente nesse período que começa a divisão dos grupos familiares na Grécia Antiga. As famílias que tinham um descendente comum formavam um clã denominado geno Estes se aglomeravam, formando as fratrias que, unidas geravam as tribos. Quando algumas tribos se aliavam, geralmente pela ameaça de um inimigo comum, era criada uma cidade-estado.



Com a fragmentação dos genos, surgiram as classes e desigualdades sociais e ainda dois problemas vieram à tona: primeiro a dispersão da população por outras áreas da Ásia menor e a formação de uma oligarquia da aristocracia rural. Essas mudanças dão fim ao período homérico da história grega

Cidades-estados gregas

Esparta e Atenas
As Pólis eram conhecidas como cidades-Estados, porque eram como cidades mas cada uma tinha tanto poder, que até parecia um país.
Duas Pólis se destacaram: Atenas e Esparta…





Esparta
Esparta era cercada de montanhas, numa área de difícil acesso. A sociedade era muito guerreira. Todos os homens eram treinados e se tornaram os melhores e mais disciplinados soldados da Grécia. Os espartanos tinham leis muito rígidas, dois reis para governar e eram os grandes rivais de Atenas.

Esparta foi fundada pelos dórios, que conseguiram dominar os aqueus e se apossaram de suas terras. Cercada por montanhas, não tinha saída para o mar. Assim, não desenvolveu o comércio e a navegação.
A sociedade estava dividida em três grupos sociais:
Esparciatas - guerreiros, descendentes dos dórios. Eram a camada dominante, detentora das terras e possuía direitos políticos.
Periecos - os aqueus que nao resistiram aos invasores. Eram homens livres, mas sem direitos políticos. Atuavam como camponeses, artesãos e comerciantes. Em época de guerra, eram convocados para o serviço militar.
Hilotas - a maioria da população. Eram servos do Estado e trabalhavam nas terras dos esparciatas.
Os hilotas tinham vida miserável, estavam expostos à violência, exerciam várias atividades e revoltavam-se com frequência.



A organização do poder político era feita de maneira a manter os privilégios da camada dominante. Os principais órgãos políticos eram:
Diarquia - formada por dois reis.
Gerúsia - era o conselho dos anciãos, composta por pessoas com mais de 60 anos que fiscalizavam e administravam os assuntos do governo.
Ápela - uma assembléia popular formada por cidadãos com mais de 30 anos.



Atenas
Atenas estava localizada perto do mar. Por isso, era um dos principais centros exportadores da Grécia. Esta pólis era poderosa, ficou muito rica… mas a quantidade de escravos crescia e lutava por mais direitos.


Localizada na Ática, nas proximidades do mar Egeu, formou-se com o ajuntamento de tribos jônicas. Desenvolvia o artesanato e o comércio.
A sociedade era formada pelas seguintes camadas:
Eupátridas - os 'bem nascidos', tinham privilégios, eram os grandes proprietários de terras.
Geomores - pequenos proprietários de terras.
Demiurgos - comerciantes e artesãos.
Metecos - eran os estrangeiros que moravam em Atenas e se dedicavam ao comércio e ao artesanato.
Escravos - prisioneiros de guerra e pessoas condenadas por dívidas.
A vida do escravo eram muito difícil. Alguns trabalhavam nas minas de prata, outros nas atividades domésticas e até mesmo na prostituição. As fugas eram frequentes.

A organização do poder se dava com um rei intitulado basileus. A monarquia foi a primeira forma de governo. Aos poucos, os eupátridas passaram a limitar o poder do rei.

Aos poucos, artesãos e comerciantes enriqueceram e passaram a reivindicar participação política. Daí, houve confronto entre os grupos sociais e para resolvê-las foi necessário algumas reformas

Imagens da Idade Média

Pirâmide Social


Mosteiro



Monges copistas



Sapateiro


Jantar



Imagens Egito Antigo




Mapa do Egito



Pirâmedes


Interior da pirâmede



Interior da pirâmede



Tumba de Luxor



Trabalho no Egito


Hieroglifos


Hieroglifos



templo de Hatshepsut



Múmia de Hatshepsut



Hatshepsu



Nefertiti



Faraó Akhenaten



Faraó Tutancâmon



Faraó Tuthmosis


Múmia Egípcia



Múmia de Ramses


Deus Anubis



Tribunal de Osiris



Pão e cerveja



mulheres nobres

4 de março de 2010

Paleontólogos descobrem mais antigo ancestral dos dinossauros

Paleontólogos descobrem mais antigo ancestral dos dinossauros

Um grupo de paleontólogos americanos descobriu um ancestral dos dinossauros que habitou a Terra 10 milhões de anos antes que o mais antigo dos répteis gigantes.

O Asilisaurus kongwe, uma criatura quadrúpede do tamanho de um cachorro, que é tão próxima do dinossauro quanto os chimpanzés são do homem, foi descoberto na Tanzânia, leste da África.
O resultado dos estudos a respeito desses antepassados dos dinossauros que datam de 245 milhões de anos atrás foi publicado na última edição da revista científica Nature.

"Essa nova evidência sugere que (os dinossauros) foram realmente apenas um dos diversos grandes e distintos grupos de animais que explodiram em diversidade durante o período Triássico", disse Sterling Nesbitt, pesquisador da Universidade do Texas e líder do estudo.

Randall Irmis, membro do Museu de História Natural de Utah, nos Estados Unidos, que também participou da pesquisa, disse em entrevista à repórter Victoria Gill da BBC News que essa criatura era "o parente mais próximo dos dinossauros".

"Eles estão para os dinossauros como os chimpanzés estão para os humanos – como primos", disse Irmis.
O pesquisador revelou também que o animal não era o que os paleontólogos esperavam.

"Era uma pequena e estranha criatura. Nós sempre pensamos que os mais antigos parentes (dos dinossauros) fossem animais pequenos, bípedes e carnívoros. Esses animais andavam sobre quatro patas e tinham bicos e dentes de herbívoros", explicou à BBC.
'Experimento mal-sucedido'

Os paleontólogos encontraram fósseis de pelo menos 14 ossadas no sul da Tanzânia, o que possibilitou a reconstituição quase completa de um esqueleto do Asilisaurus kongwe.

Esses animais tinham entre 45 e 90 centímetros de altura, de 0,9 a 3 metros de comprimento e pesavam de 10 a 30 quilos.

Os estudos sobre o espécime indicam que esses primos dos dinossauros entraram em extinção 45 milhões de anos depois do seu surgimento. Os dinossauros, porém, foram mais bem sucedidos, pois habitaram o planeta Terra por 165 milhões de anos.

O paleontologista do Museu de História Natural de Londres Paul Barrett explicou que essa criatura "foi como um experimento mal-sucedido de como criar um dinossauro".

Segundo ele, a descoberta proporciona aos cientistas uma importante informação sobre a evolução dos dinossauros.

"Essas criaturas compartilharam muitas características com os dinossauros", disse. "Eles nos mostram um estágio intermediário entre os répteis mais primitivos e os dinossauros mais específicos".